Sistema de caixa para restaurante: o que não pode faltar e quanto custa

Salão de restaurante cheio no horário de pico, com garçonete caminhando entre as mesas

Quem pesquisa "sistema de caixa para restaurante" está montando duas contas ao mesmo tempo, e nem sempre percebe: o software que registra o pedido e o equipamento que fica no balcão. A maioria dos textos por aí responde só metade da pergunta, e o dinheiro se perde justamente na metade que ficou de fora.

Este guia junta as duas. Primeiro o que o caixa precisa fazer de verdade num sábado cheio, depois a conta do hardware e da mensalidade, com os números de quem vê a operação de restaurantes por dentro todos os dias.

O ciclo que o caixa precisa fechar

Um caixa de restaurante é mais que uma telinha que soma valores. Entre o "pode anotar" do cliente e o pedido saindo na cozinha, quatro coisas precisam acontecer sem que ninguém repita informação:

  1. Registrar o pedido do balcão, da mesa ou do delivery, com o cardápio certo e o preço certo.
  2. Mandar pra cozinha, na comanda impressa ou na tela de cozinha, enquanto o cliente ainda está ali.
  3. Receber o pagamento na maquininha, no Pix ou em dinheiro, sem redigitar valor e sem conferir troco de cabeça.
  4. Fechar o dia com o caixa conferido e o resultado da operação à vista.

Cada passo que não fecha vira retrabalho em pessoa: alguém anota no papel, alguém digita o valor duas vezes na maquininha, alguém reconta notas no fim da noite. O sistema bom é o que faz esses quatro passos caberem no meio do movimento, não o que tem mais função no folheto.

O que não pode faltar no horário de pico

Com o salão cheio, o caixa vira o gargalo de tudo. Cinco pontos separam um balcão que anda de um que trava:

  • Pedido em poucos toques. Se lançar um combo leva mais tempo que o cliente falar o pedido, a fila cresce e alguém desiste.
  • Comanda que chega na cozinha sozinha. Impressora térmica ou tela de cozinha, tanto faz o formato; papel circulando entre salão e cozinha não sobrevive ao pico.
  • Os aplicativos na mesma fila. Se o iFood e o 99Food caem em outro tablet, alguém do seu time virou digitador profissional, trocando de tela a cada bipe.
  • Pagamento integrado. O valor do pedido vai do sistema direto pra maquininha. É aí que some o erro de troco, o que ninguém perdoa na hora de pagar.
  • Fechamento que se confere sozinho. Sangria, suprimento e total do dia ficam registrados, e fechar o caixa vira ler um relatório, não montar um quebra-cabeça de notas.
Impressora térmica imprimindo a comanda do pedido na cozinha do restaurante
Impressora térmica imprimindo a comanda do pedido na cozinha do restaurante

Quanto custa montar o caixa de um restaurante

A conta tem duas partes, e só uma delas se repete todo mês.

Hardware, que se paga uma vez. O caixa hoje roda num tablet Android comum. Um tablet com suporte de mesa e uma impressora térmica resolvem a maioria dos balcões de bairro, sem PC, sem gaveta e sem licença de Windows. Com peça de loja, o balcão completo fica na faixa de R$ 600 a R$ 1.500, dependendo da impressora e dos acessórios. A lista de equipamentos que a Tairo usa e recomenda mostra preço de loja, item por item, e um kit com tablet e suporte sai por menos de R$ 600.

Software, que é mensal. Sistemas para restaurante cobram hoje de R$ 49,90 a R$ 300 por mês, faixa que mapeamos no guia de quanto custa um sistema para restaurante. O que move o preço de um plano pro outro costuma ser o mesmo conjunto: canais digitais, tela de cozinha extra, usuário extra e taxa por dispositivo.

E existe o custo que não aparece em nenhuma mensalidade: a comissão dos aplicativos. Ela parte de 12% quando a entrega é feita pela própria loja e chega a 23% quando é do app, com média efetiva de 28,7% medida pela Abrasel. Os números completos estão no post sobre a taxa do iFood. É essa fatia que devolve o delivery próprio à conversa: pedido que entra pelo seu próprio cardápio não paga comissão.

Os cinco erros que travam um caixa

  1. Comparar só a mensalidade. Implantação, dispositivo extra e tela de cozinha extra ficam fora do anúncio e aparecem no segundo mês. Peça sempre a conta do segundo mês, com tudo dentro.
  2. Assinar contrato com fidelidade. Contrato de 12 ou 24 meses com multa por saída é comum no setor, e existe porque o fornecedor sabe que parte dos clientes vai querer sair. Sistema mensal que você cancela quando quiser só fica com quem fica por vontade própria.
  3. Deixar os aplicativos num tablet separado. Dois aparelhos no balcão é o dobro de ponto de falha e o dobro de chance do pedido esfriar enquanto alguém confere a outra tela.
  4. Manter a maquininha fora do sistema. Valor digitado duas vezes é valor errado às vezes, e o buraco aparece no fechamento, quando já não dá pra saber de onde saiu.
  5. Decidir pela demonstração. Demonstração é o sistema rodando no melhor dia possível. O teste que vale é o seu cardápio no seu balcão, num dia cheio de verdade.

Onde o Tairo se encaixa nessa conta

O Tairo tem três planos mensais, e o recorte do caixa fica assim:

  • Básico, R$ 49,90/mês: vender pelo navegador, com produtos, estoque e caixa, além de relatórios básicos. Para quem está organizando a operação.
  • Pro, R$ 99,90/mês: a operação digital completa, com cardápio digital com QR Code, delivery próprio com entregadores e os pedidos do iFood e do 99Food caindo no mesmo lugar, além de fichas técnicas e CMV pra acompanhar a margem real de cada prato.
  • Ultra, R$ 249,90/mês: a experiência completa de salão, com app de PDV no tablet, tela de cozinha (KDS), impressão de comandas, maquininha SmartPOS PagBank e TV de pedidos. PDV extra sai por R$ 19,90/mês e tela de cozinha extra por R$ 39,90/mês.

Os três são mensais e cancele quando quiser, sem contrato de permanência. Básico e Pro começam com 14 dias grátis, sem cartão, o que dá tempo de testar num sábado cheio de verdade antes de decidir. Se a dúvida for comparar fornecedores ponto por ponto, o checklist do melhor sistema de PDV para restaurante cobre o contrato inteiro.

Fechando a conta

Hardware na faixa de R$ 600 a R$ 1.500 pagos uma única vez, software a partir de R$ 49,90/mês sem fidelidade e 14 dias grátis pra ver o sistema rodando no seu movimento antes de pagar qualquer coisa. O caixa é uma das decisões mais baratas de acertar quando os números estão na mesa antes da assinatura. Comece pelos 14 dias grátis e monte o seu balcão por dentro.

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