Você vende bem pelo iFood, mas na hora de fechar o mês parece que boa parte desse dinheiro nunca chegou no seu bolso. Isso não é impressão sua. A taxa que o iFood cobra por cada pedido é, hoje, um dos temas mais discutidos entre donos de restaurante no Brasil, e virou assunto até de investigação do Cade e de projeto de lei na Câmara dos Deputados.
O problema é que a maioria dos donos sabe que "o iFood cobra uma taxa alta", mas não sabe exatamente quanto, nem como isso varia entre planos. Sem esse número claro, fica impossível decidir se vale continuar exclusivo na plataforma, negociar outro plano ou investir em canal próprio de delivery.
Quanto o iFood cobra, segundo os planos oficiais
O iFood trabalha com planos de comissão diferentes conforme o restaurante usa a entrega própria ou a entrega feita pela plataforma. Nos planos padrão, a comissão parte de 12% quando o restaurante faz a própria entrega e chega a 23% no plano que inclui entrega e pagamento pelo iFood. Restaurantes que saem de contratos de exclusividade costumam ver esse percentual subir de 5 a 7 pontos, o que na prática representa um aumento de 30% a 40% na tarifa total.
Esses números de plano oficial já mostram a base do problema: mesmo na faixa mais baixa, mais de um em cada dez reais da venda vai para a plataforma antes de você pagar insumo, equipe ou aluguel.

O que a pesquisa da Abrasel mostra na prática
Uma pesquisa da Abrasel em parceria com o CNDL, que ouviu 1.200 estabelecimentos, encontrou uma comissão efetiva média de 28,7% paga pelos restaurantes brasileiros aos aplicativos de entrega. Nas faixas em que a entrega é feita pela própria plataforma, esse percentual sobe para a casa de 27% a 30%, chegando a mais de 31% nos planos de maior destaque de busca.
Ou seja, o número que o dono de restaurante sente no bolso costuma ser bem mais alto do que o percentual anunciado nos planos básicos, porque a maioria acaba usando entrega pela plataforma e planos com mais visibilidade.
Por que isso virou assunto do Cade e da Câmara dos Deputados
Esse tema deixou de ser só uma reclamação isolada de restaurante e passou a ser discutido como política pública. A Abrasel acionou o Cade contra o iFood por abuso de poder econômico, questionando principalmente as práticas de exclusividade impostas a redes de restaurantes. Como resultado dessa pressão, o iFood firmou um acordo limitando contratos de exclusividade para redes com 30 ou mais lojas.
Na Câmara dos Deputados, tramita o Projeto de Lei Complementar 43/2023, do deputado Gilson Marques (Novo-SC), que propõe isentar de tributos as comissões pagas pelos restaurantes aos aplicativos de entrega, alegando dupla tributação sobre o mesmo valor. O próprio texto do projeto cita que essa comissão pode chegar a 30% do faturamento do estabelecimento, principalmente para negócios do Simples Nacional.
O que fazer com esse número, na prática
Saber o percentual exato que você paga é só o primeiro passo. O que decide se vale a pena continuar no modelo atual é comparar essa taxa com a margem real de cada prato, não com o faturamento bruto. Um prato com boa margem pode aguentar uma comissão de 23% e ainda sobrar lucro. Um prato no limite da margem pode virar prejuízo com a mesma taxa.
Por isso, antes de decidir entre continuar exclusivo, negociar outro plano ou investir em canal próprio, o primeiro passo é ter clareza do custo real de cada prato, não só do faturamento total do mês.
Como o Tairo ajuda a enxergar esse impacto
O Tairo não decide por você se vale ficar no iFood, mas dá os números para decidir com base real. Com a ficha técnica de cada produto, você vê o custo de produção do prato e consegue calcular quanto sobra depois de descontar a comissão da plataforma, prato por prato, em vez de olhar só o faturamento total no fim do mês. O controle de caixa e financeiro do Tairo mostra o dinheiro que de fato entra depois de todas as taxas, e o delivery próprio com entregadores é uma alternativa real para os pedidos que valem mais a pena sair da comissão da plataforma.
Vale um ponto de honestidade: a integração direta do Tairo com iFood e 99Food está em fase de homologação e chega em breve para novos clientes. Hoje, o ganho já disponível é a clareza sobre o custo real de cada prato e o controle financeiro completo, que são a base para qualquer decisão sobre taxa de aplicativo.
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